Acordo, levanto, café, roupa, condução, trabalho, trabalho, trabalho, almoço, trabalho, trabalho, trabalho, retorno, condução, cansaço, banho, jantar, descanso, dormir... Acordo, levanto... E assim vivemos, ou melhor, sobrevivemos. Minha urbanidade me consome, me cansa, me suga, quase roubam de mim meus momentos criativos, meus exílios mentais reflexivos, sou tendenciosamente incentivado a não ter quietude.
E isso acontece quase freqüentemente, quase.
O quase não é o fim, mas apenas uma vírgula no meio da história, do dia, do assunto, do texto, do verso e da poesia. Minhas quase urgências imediatistas tentam roubar a verdadeira vida que há em mim e meu estilo urbano de viver forma o desenho ideal para ser capturado por mais uma história sem nexo, e quando eu me dou conto... Mais um dia já passou.
Minha Urbanidade hoje é confrontada com a minha paz. Paz que não conquistei me foi oferecida, me foi dada, conquistada por um Rei e distribuída por seu filho.
Passos em paz gera um coração tranqüilo... Manso e humilde.
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